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25 Mar 2014 

O que você faz quando ninguém está olhando?

As avaliações públicas sobre quem você é

Admin · 32 vistos · Deixe um comentário
22 Mar 2014 

Deserto

Em toda essa amplitude do deserto, nos sentimos tão pequenos.
Essa nossa sede de qualquer coisa e essa paisagem que muda a qualquer vento nos adoece e nos confunde.
A necessidade de sempre andar pra frente, mas nunca deixar de olhar pra trás. E perceber que nada mudou.
Se nas manhãs sofremos o calor dos emoções, a noite nos vem o frio do arrependimento.
E mantemos nossa lida, nos desgastando a cada intempérie.
O sol e a lua nos trazem tantas promessas de alegria.
O sol, dourando suas areias, enche-nos de ilusões e esperança. 
Mas nem tudo que reluz é ouro...
A lua acalenta uma ânsia que nunca se amansa sobre um manto branco.
E de nada adianta...
O tempo passa, a sede se esgota, tudo cinza.
No final das contas, era só areia...
Se do pó viemos, ao pó retornaremos.






Admin · 28 vistos · Deixe um comentário
19 Mar 2014 

Desventuras de um casamento

Entre uma vida permeada de pequenas fagulhas de esperança e seguidas explosões de desilusão, decidi me casar.
Assim. Como quem resolve que vai pintar os cabelos de louro para ficar mais em evidência.
Isso pq minha vontade de cumprir protocolos era enorme e casar era um deles, acompanhados com o de praxe: ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.
As vantagens de um casamento pareciam tantas: uma companhia, alguém para dividir as contas das alegrias e tristezas, agregar novos amigos, a comodidade de não precisar mais de tantos caprichos ou encenações. Alguém tinha me dito que casar faria o tempo passar mais devagar… isso não me soava como uma vantagem, já que passei anos atropelando anos vindouros em busca de sonhos nunca atingidos.
O marido foi fácil arrumar, por incrível que pareça! Para um cara de 40 anos uma mulher de 29 tinha a vantagem de ainda estar na casa dos 20.
Com 29 anos, uma mulher precisa tomar uma decisão grande, dar uma reviravolta na vida. A minha foi casar.
A segurança morna de um casamento é algo realmente instigante. Pouco falávamos um com outro, mas líamos em nossos olhos o inebriante tédio em que nos encontrávamos reciprocamente.
Ele era um bom homem e fazia tudo por mim. Eu também era uma boa mulher e fazia tudo por ele. Como serviçais leais um do outro arrastamos a corrente de nossas vidas por 10 anos.
Entre as brigas frequentes e a deselegância do nosso trato um com outro, existia alguns momentos de cumplicidade fatalista, salpicada com um sentimento de pena que tínhamos entre nós.
Sim, sabíamos que casar era muito prático e continuávamos a respirar mecanicamente naquilo que chamávamos de uma feliz vida conjugal. Eu não tinha amantes e creio que ele também não, caso contrário talvez fossemos até mais efusivos um com o outro.
Aos conselhos de que o casamento era assim mesmo, com fases ruins e monótonas eu ficava triste ao pensar que nunca tivera sido diferente.
Ao assinar o contrato eu já sabia que depois dos 27 não se casa mais por amor. Mas eu não sabia que a ausência de amor, evitado propositalmente devido às minhas tão diversas náuseas nessa montanha russa de sentimentos que era o tal do amor, fosse esse parque abandonado tão chato.
Admin · 22 vistos · Deixe um comentário
17 Mar 2014 

Hoje

Esse limiar do quase

Essa espera do amanhã


Esse amanhã apenas um degrau de vários amanhãs


E se nessa manhã nebulosa espero um dia claro


E se não raro me perco na espera


E se por medo de pedras fui meu próprio obstáculo


E se meus planos são apenas quimeras


Distantes e nebulosas


Como essa manhã era


Como minha espera de eras


Esse era com medo de ser...


Um dia será?

Admin · 36 vistos · 2 comentários
14 Mar 2014 

DR com a tecnologia

Querida tecnologia, precisamos conversar.
Mesmo que hoje em dia tenhamos uma relação, é necessário dizer que você não pode apagar meu passado, pois este também me fez muito feliz.
Sim, você é mais versátil e deslumbrante, proporciona uma acessibilidade incrível para o mundo. Porém, eu não posso esquecer os mistérios que guardam as entrelinhas de um livro. O toque da sua capa, o cheiro novo ou antigo e familiar de suas páginas, a textura de suas folhas e o prazer de foleá-las.
O som que você também me proporciona é muito mais claro e potente, mas não anula o antigo prazer de ter alquela bolacha de vinil entre as mãos, desnudá-la de sua capa e ouvir seus sussurros e chiados quando tocava.
Não dá pra apagar lembranças.
Sim, tecnologia, você também é uma companheira e tanto! Encurta distâncias, protege minhas memórias, ajuda a planejar meus sonhos. Contudo, não consegue substituir abraços e beijos, batatinhas fritas com os amigos, papos embalados pelo vento frio da madrugada, o arrepio de uma conquista, a emoção de um bom resultado de trabalho bem feito (realizado pelas próprias mãos)…
Desculpa, tecnologia, mas você é um meio, não um fim.
Com certeza, você me proporciona novos prazeres e perspectivas e é muito bom estar ao seu lado, mas não sou sua escrava, não dependo de você.
Assim como tudo passa, você passará um dia também… logo, não despreze minhas boas lembranças de outrora e não seja tão prepotente.
Não me sufoque, não me amarre e não me induza a largar o mundo lindo que está lá fora. Até porque você pode ser guardiã e acalentadora desses momentos junto a mim, mas nunca me fará substituir o mundo real pelo virtual… caso tente, quem será "trocada" será você.

Assim, espero que nossa relação seja o mais saudavel possivel.
Com amor
Jéssica

Admin · 29 vistos · 1 comentário

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