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21 Maio 2014 - 00:33:27

A barca

O sol já havia saído mornamente entre as nuvens. Era um dia claro, mas não estava quente, ventava bastante na beira da praia.
Como estava adiantada, fui a pé para as barcas, mas algo estranho passou a acontecer comigo.
Quando comecei a avistar o porto, fiquei tonta e o céu pareceu fechar em tempestade. Esfregava os olhos nervosamente e via que ainda estava longe, o céu ainda claro.
Andava, andava e parecia nunca chegar. Olhei no relógio e estava quase na hora de saída da barca. Passei a correr e novamente veio a vertigem. De repente, não estava mais na calçada, mas correndo na beira do mar, com a barra da calça ensopada e cheia de areia.
Minhas pernas embaralhavam e fiz uma força tremenda para chegar no porto. De novo o céu escuro.
Cheguei 7:57, esbaforida. A barca ainda estava lá, ia cair uma chuva muito forte, pelo jeito. Tinham cinco pessoas na plataforma de embarcação.
Olhei a embarcação da vez e reparei que ela estava imunda. A madeira estava enegrecida e o casco aparentava algumas lascas. Fazia um ruído alto de piso de madeira antigo toda vez que uma onda batia no casco. As janelas também estavam sujas e aparentava ter lodo nos cantos.
- Essa barca é de que horas? - Perguntei para um rapaz ao meu lado. 
Eu realmente não queria entrar nela, mas menos ainda queria chegar atrasada no meu primeiro dia de emprego novo.
O rapaz voltou com o ar cansado e olhos amarelados e respondeu que não íamos pegar aquela embarcação. Olhei ao redor e parecia mesmo que todas as cinco pessoas que lá estavam, todas apresentando o mesmo ar cansado, sabiam que não eram pra entrar naquela barca.
Ainda com receio de me atrasar, perguntei: 
- Por que não podemos pegar logo essa?
Ele respondeu:
- Está cheia.
Ao ultrapassar a dificuldade de ver pelos vidros sujos da barca, percebi que todas as cadeiras estavam vazias.
Ela rangeu e foi se afastando, parecendo que ia se partir a qualquer momento. Depois, desapareceu atrás das escuras nuvens formadas.
Olhei novamente o relógio. 8:00. Uma claridade. As nuvens de chuva se dispersaram e de novo aquele sol meio morno da manhã aparecia.
O rapaz do meu lado tinha olhos verdes e sorriu, mas como se estivesse me vendo pela primeira vez.
Entrei nas barcas, de aparência normal agora.
Abri os olhos 8:45. Tudo fazendo parecer que tinha sido um sonho.
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