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17 Abr 2014 - 20:18:52

A megera

Ela me acordou de madrugada pedindo pra aparecer. Também pudera, ser inconveniente era o seu maio dom.

Ela tinha aquela aparência inicial de ser independente e tranquila. Engano. Ela era uma megera.
Quando conheceu Bernardo, era só simpatias e sorrisos que, aos poucos, foram se recrudescendo. Acabou para Bernardo as peladas de domingo e as cervejas de quarta. Ela tinha que estar em primeiro lugar, ora essa!
De repente ninguém sabia se ela estava com algum problema ou se tornara antipática da noite pro dia. Que difícil!
A sorte dela era que pra todo senhor existia um escravo, o dela era Bernardo.
Com o tempo, Bernardo, como uma planta bem tosada e em vias de perder suas folhas, perdeu o brilho, a graça e a voz.
Assim, como num fatalismo que a vida impõe, casaram-se. Tudo aos moldes dela, inclusive lua de mel.
Bernardo, mudo e sem nenhuma alma no olhar, nunca brigava, pois era mais fácil assim. Já ela, toda viçosa, tornara-se a simpática do casal novamente.
Ao primeiro filho, ela jurou: "Será meu príncipe!". E assim o fez. Júnior era a cara do pai, mas era o amargor da mãe, para a tristeza de suas pretendentes.
Enquanto Júnior se engrandecia em seu próprio ego, sua mamãe querida ia minguando em sua beleza jovial.
O quadril alargando, o cabelo ressecando e a pele ficando opaca. Era a velhice despontando e evidenciando todo lado pútrido que escondera durante tanto tempo.
A cada namorada apresentada por Júnior, fazia uma brincadeira super agradável para compensar toda sua inveja de juventude:
- Você é a Mariana?
- Não...
- Claudia? 
- Er.... Não....
- Aninha!!
Às gargalhadas, o filho corrigia a mãe com o nome certo. Assim, com o olhar mais cínico e maléfico e um sorriso sonso, se justificava:
- Desculpa, sempre fui terrível com nomes.

Pra sorte dela, eu também.
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