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14 Abr 2014 - 23:49:30

Ah, o amor...

Não existe amor à primeira vista, tampouco incondicional.
Amor é troca: dar e receber. Não necessariamente na mesma proporção, apenas aquele suficiente de notarmos que não estamos subjugando nem sendo subjugados.
Amor envolve confiança, respeito, admiração e doses de carinho. A falta de qualquer um desses elementos já descaracteriza o amor. E não há pedido de perdão nem passar do tempo que reconstrua, é vidro quebrado.
Assim como evolui, o amor vai minguando a cada dia em que um desses elementos falte. 
Amor está em dar e receber elogios e atenção. Aquele que ama de verdade encontra tempo para dar a todos aqueles que ama, sem ter hierarquia no amor, sem nem ao menos conseguir despertar ciúmes entre os amados (levando em consideração que todos sejam normais).
A partir do momento em que, para ser amado, você precise matar um leão por dia é porque não existe amor. Se ao menor erro o amor entra em xeque, é porque você não é amado. Ou se tentam perdoar tapas e ofensas com flores é porque o amor já se foi há muito tempo. Algo que sobreviva a isso é apenas cordialidade ou masoquismo.
Com o tempo você passa a perceber a diferença e nota que, às vezes, aquele que jura amor eterno é quem menos se importa e, talvez, aquele omisso ama muito mais, sem estardalhaços, apenas atitudes pequenas, mas valiosas. Tais atitudes podem até ser esquecidas, porque quem ama não cobra dívida, apenas continua ou deixa de amar. E quem perde é quem não sabe valorizar.
Daí, você repara que ao passar dos anos diz menos "eu te amo". Fica mais cordial e manso e pára de tentar colar os caquinhos de um amor quebrado. Aprende a reconstituir sua auto-estima toda que vez que alguém a coloca em frangalhos. Aprende que nem todo mundo que deveria te amar de fato o faz e aprende a ouvir a mentira daqueles que dizem que te amam e tanto não o fazem. Aprende que o amor pode vir de onde menos se espera e acabar onde menos se gostaria.
É... A gente endurece, mas parece mais terno. Perdoamos mais, mas amamos menos. Gritamos menos porque passamos a nos importar cada vez menos.
Percebemos, finalmente, que o só existe um amor insubstituível: o que nutrimos por nós mesmos. 

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