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19 Mar 2014 - 23:15:39

Desventuras de um casamento

Entre uma vida permeada de pequenas fagulhas de esperança e seguidas explosões de desilusão, decidi me casar.
Assim. Como quem resolve que vai pintar os cabelos de louro para ficar mais em evidência.
Isso pq minha vontade de cumprir protocolos era enorme e casar era um deles, acompanhados com o de praxe: ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.
As vantagens de um casamento pareciam tantas: uma companhia, alguém para dividir as contas das alegrias e tristezas, agregar novos amigos, a comodidade de não precisar mais de tantos caprichos ou encenações. Alguém tinha me dito que casar faria o tempo passar mais devagar… isso não me soava como uma vantagem, já que passei anos atropelando anos vindouros em busca de sonhos nunca atingidos.
O marido foi fácil arrumar, por incrível que pareça! Para um cara de 40 anos uma mulher de 29 tinha a vantagem de ainda estar na casa dos 20.
Com 29 anos, uma mulher precisa tomar uma decisão grande, dar uma reviravolta na vida. A minha foi casar.
A segurança morna de um casamento é algo realmente instigante. Pouco falávamos um com outro, mas líamos em nossos olhos o inebriante tédio em que nos encontrávamos reciprocamente.
Ele era um bom homem e fazia tudo por mim. Eu também era uma boa mulher e fazia tudo por ele. Como serviçais leais um do outro arrastamos a corrente de nossas vidas por 10 anos.
Entre as brigas frequentes e a deselegância do nosso trato um com outro, existia alguns momentos de cumplicidade fatalista, salpicada com um sentimento de pena que tínhamos entre nós.
Sim, sabíamos que casar era muito prático e continuávamos a respirar mecanicamente naquilo que chamávamos de uma feliz vida conjugal. Eu não tinha amantes e creio que ele também não, caso contrário talvez fossemos até mais efusivos um com o outro.
Aos conselhos de que o casamento era assim mesmo, com fases ruins e monótonas eu ficava triste ao pensar que nunca tivera sido diferente.
Ao assinar o contrato eu já sabia que depois dos 27 não se casa mais por amor. Mas eu não sabia que a ausência de amor, evitado propositalmente devido às minhas tão diversas náuseas nessa montanha russa de sentimentos que era o tal do amor, fosse esse parque abandonado tão chato.
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