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02 Out 2014 

O dia

Há o dia do beijo
O dia do desejo
O dia do não mais

O dia da briga
Da frase mal dita
Dia de despedida
Dia do jamais

Naquele fatídico dia
Não teve o tempo que adia
Coração não mais ardia
Tempo que tanto faz

As cartas não respondidas 
Dias de ânsia arrependida
Por tudo que aconteceu

O que era pra ser já deu
Mas não há quem nunca sofreu
Na hora de dizer adeus

Admin · 81 vistos · Deixe um comentário
23 Ago 2014 

"Obrigado por fumar"

Em defesa dos fumantes

Admin · 105 vistos · Deixe um comentário
12 Ago 2014 

Presença ausente

Quando acordei, ele já tinha saído. Mais um pouco de mim ele tinha levado consigo.
Sim, enquanto eu me doava, ele me subtraía.
Arrumei Pedro: dei-lhe banho e o alimentei. Eu sempre levava um olhar vazio no rosto.
- Que foi, mãe?
- Nada…
E sorria como quem sente dor.
- Cadê papai?
- Trabalhando.
Desconfiava que, apesar da pouca idade, Pedro sabia tudo.
Eu não sabia se tinha culpa ou se era vítima. Quem tinha feito a armadilha? Eu ou o destino.
Eu já fui jovem pra gostar do risco, pra gostar de seduzir, pra gostar até mesmo da ideia de estar enganando alguém.
Mas cheguei a uma idade em que não bastava apenas ser desejada, eu queria ser protegida. Mas, nunca soube como pôr fim às coisas e me impor. Nunca soube mudar de direção. Repetia as mesmas coisas apesar de estar tão diferente por dentro, Como quem vê o mesmo filme diversas vezes esperando outro final.
Já tinha colocado o cinto em Pedro e íamos para a escola. Após um beijo mecânico, o deixei.
Ainda bem que ele não viu.
Do outro lado da calçada, estava o seu pai. Levando seu filho para outra escola que tinha alí perto. Deu um sorriso tímido de semiconhecido.
Toda intimidade anterior sendo afastada com um meneio de cabeça.
Admin · 75 vistos · Deixe um comentário
02 Jul 2014 

Adeus, Cristina

Não tinha nada a ver, mas Simone insistia que Márcio estava provocando.
- Você não parava de olhar pra ela!!!
- Queria que eu virasse a cara enquanto ela estava falando, mulher?
Cristina também não fazia nada para evitar qualquer desconforto.
- Mas e essa mania de falar te pegando, te apertando?!
- É o jeito dela! Quer que eu a empurre pra longe?
Simone se irritava ainda mais quando Márcio só a respondia com perguntas. Essa seria a maior evidência que havia algo entre os dois.
Até porque Cristina era linda. Tinhas os lábios e cabelos avermelhados e o rosto sempre corado de uma febre sexual. Os olhos, muito negros, pareciam dois portais para as tentações mundanas. Sem contar o corpo esguio de movimentos de sereia, com todos os contornos e curvas a que tinha direito.
Além de tudo, era simpática, viajada, inteligente, interessante… irritante para as outras mulheres.
Por isso, só tinha poucas amigas mulheres de mesmos atributos ou muita auto confiança e muitos amigos homens, entre eles, Márcio.
Márcio era aquele amigo feio e despretensioso. Valorizava mais amizades que qualquer tipo de relacionamento amoroso. Nariz adunco, cabelo enroladinho e um corpo derrotado de quem vive sentado. Tinha um tique estranho de piscar um olho de cada vez.
Apesar disso, Simone tinha se atraído pelo jeitão simples e atencioso. Enquanto namorados, a presença de Cristina não incomodava tanto. Foi depois de se casarem que os problemas começaram.
Todo evento, festa, jantar era a mesma história: Cristina estava efusivamente se oferecendo a Márcio e ele estava adorando a ideia. Pelo menos era assim que Simone enxergava.
Era anos de amizade, anos de intimidade e lembranças. E nada pior do que saber que seu marido tinha lembranças maravilhosas de juventude com uma ruiva estonteante.
Assim, tudo era motivo para briga entre o casal. Mesmo Márcio sendo um bom marido, Simone estava mais preocupada em odiar Cristina pelo simples fato de existir.
A verdade é que Márcio se sentia orgulhoso e vaidoso. Sua mulher morria de ciúmes dele! Que prazer era.
Por sua vez, Simone adorava uma cena. Achava que era personagem principal de alguma novela mexicana. E adorava principalmente o sexo de reconciliação. Aquele ato cheio de rancor, violência e paixão, com aquela dor instigante de talvez ser a última vez.
Ninguém duvidava que todo esse relacionamento não fosse nem um pouco saudável, mas eles continuavam nesse cabo de força que, embora cansativo, mantinha os dois unidos.
Um belo dia, Cristina quis fazer um comunicado. Ia se casar. Assim, de repente. E não era só isso. Ia morar na Espanha. Estava radiante com a ideia e mais linda que nunca.
Por dentro, Simone comemorava a ida de seu "empecilho pra ser feliz", mas alguma coisa ainda a incomodava.
- Tá tristinho que sua amiguinha vai embora?
- Não me pertuba, Simone! Até quando não tem motivo, você inventa um!
Essa foi a última briguinha do casal. A partir daí, nunca mais viram Cristina. As notícias sobre ela vinham despretensiosamente sem que nenhum dos dois perguntassem.
Tinham tudo para serem felizes agora, sem a presença incoveniente de Cristina.
Mas…
- Sabe, não dá mais… eu quero me separar.
- O que?
Dessa vez, não tinha nada a ver com Cristina, mas talvez com sua ausência. Sem ter de quem sentir ciúmes, Simone viu pela primeira vez seu marido. Sem ter com quem competir, Simone se viu desinteressada pelo "prêmio" que ele representava.
Márcio tinha se tornado sem graça aos olhos de Simone. Ao passo que Márcio não era mais tão seguro de si e envaidecido. O sexo ia ficando morno até congelar cada um em seu canto.
É que Cristina os unia ao mesmo tempo em que deixava os dois por um fio. É que Simone prestara tanta atenção a ela que esqueceu de enxergar ela mesma e seu marido.
- Ah… você que sabe…
Já respondia com desdém Márcio. Também não queria mais lidar com aquela mulher que era incapaz de ser feliz.
Admin · 88 vistos · Deixe um comentário
06 Jun 2014 

Nos permitindo

Eu me permito errar e começar de novo

Eu me permito sonhar mais alto


Eu me permito mudar, mas, de preferência, sempre pra melhor!


É me permitindo que abro novas portas e janelas, desembarco em novos portos e construo novas pontes.


Eu me permito mudar de idéia, de rumo, de amores


Eu me permito partir e permanecer, sempre que for preciso.


A minha permissão e intransitiva e intransigente. Não permito ter que pedir permissão pra ser! Mas me permito ser permeável.


E se sofro as más consequências de um dia ter sido diferente, me permito a minha decepção, mas aceito minhas desculpas. 


Eu quero ser livre de mim mesma.


Eu quero poder me orgulhar de mim


Eu quero poder me surpreender com as mudanças das minhas atitudes


Eu quero poder me dar bronca, mas quero poder me perdoar logo


Quanto mais se ama mais rápido se perdoa


Quanto mais se ama melhor se aconselha, melhor se cuida, melhor se é


Amar-se é permitir-se ser o que se é.

Admin · 104 vistos · Deixe um comentário

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