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25 Mar 2014 - 00:07:23

O que você faz quando ninguém está olhando?

Julgar, avaliar, conceituar, enquadrar, definir... 
A diferença tênue entre as palavras leva, de todo modo, a uma mesma necessidade humana: atribuir a algo/alguém características que determinam se algo é bom ou ruim.
Sobre pessoas, digo que há várias personalidades dentro de um ser: como as pessoas te veem, como você se vê, como você idealiza que as pessoas te veem e como você realmente é.
E como você realmente é quando ninguém está olhando? A resposta é frustrante para os seres humanos: jamais saberemos.
Porque quando ninguém está olhando não há avaliação externa, apenas interna. Essa avaliação interna pode se dividir entre nuances de alguma coisa cheia de culpas, alguma coisa cheia de desculpas e alguma coisa cheia de orgulho. Isto porque somos tendenciosos a nos perdoar mais facilmente ou a nos culpar até as últimas consequências como forma de buscar a própria absolvição. Ao final, somos bons. 

Mas e os outros?
Os outros esteriotipamos sem dó! Os outros têm grande possibilidade de serem ruins!
É para os outros que jogamos todas as nossas culpas e falhas como exclusivas dos outros. Odiamos e amamos como se estivéssemos em constante paixão de juventude (como diria Nietzsche).
Começamos a nos duelar a partir dos gostos, tendências políticas, posição social e, bem no fim da lista, pelas atitudes.
Aceite: mesmo que você não julgue ninguém (o que não acredito que nem o mais puro dos Homens esteja totalmete isento), está sendo julgado por alguém. 
Essa ideia causa um desconforto tão grande que acabamos, sem querer, criando um personagem. O pior é que, até esse personagem pode ser julgado, ou pior, flagrantemente detectado.
Exemplo: se você é uma pessoa extremamente chata, para ter um mínimo de amigos você tenta ser mais agradável, certo? E quando você conhece alguém chato tentando esse mesmo recurso de bem estar social que você? Ah! Seu detector de chatisse apita e você aponta a chatisse alheia como alguma coisa super flagrante e um pecado mortal, tirando totalmente o foco da sua própria pessoa (chata). Brilhante, não? Não. Ninguém é tão tolinho assim... agora você não é só chato, como também incoerente.

Assim, #fikdik: 
1) tente montar seu personagem o mais próximo do que você é quando ninguém está olhando;
2) não se queime na fogueira das paixões (se até um assassino em série pode ter uma família que o defenda é porque ele é bom, pelo menos, para alguém - ódio é o veneno que você toma desejando a morte de alguém, não envenene seu sangue {como diria Shakespeare}; alguém que você ama pode, involuntariamente ou não, te ferir - não crie expectativas como se alguém fosse seu anjo protetor de todo o mal);
3) ao criticar alguém, reflita o quanto da crítica serve pra você mesmo, se auto-avalie (por isso meu mórbido por reality shows) ou se justifique corretamente ("reconheço esse defeito porque tento abafá-lo em mim");
4) tente ser coerente ao máximo.  

Desta forma, a probabilidade de ser julgado negativamente se reduz; caso não, pelo menos ficará com a consciência tranquila.

Estamos sendo observados.
Sempre estaremos sendo.



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